quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Salvar o Planeta I: A hipocrisia

Chega a ser engraçada a preocupação atual em “salvar o planeta”. Engraçada para não dizer hipócrita. O certo seria uma campanha mundial para salvar a humanidade. Para nos salvar!

A Terra não precisa de nós. Aliás, se a humanidade desaparecer o planeta continuará sua trajetória sem o elemento mais destruidor de todos: nós! Seria um alívio...

Todos os dias assistimos à “enorme” preocupação que os países como a China e os Estados Unidos estão dando ao problema. Deixar que o futuro seja decidido por materialistas é como jogá-lo no lixo (não reciclável). Enquanto isso a quase totalidade dos humanos assiste pela TV o que os outros estão fazendo para salvar o planeta. Temos a natural resistência em achar que há certo exagero ou que o problema é dos outros – claro que estou generalizando. No entanto não havia furacões em Santa Catarina. Palavra recente: tsunami. O máximo que a gente sabia é que havia um maremoto de vez em quando.

Não! O mundo não está acabando! O que está acabando é o nosso contrato de aluguel. Nossa permanência nele! O planeta se sacode, remexe, mas a Lusitana continua rodando. Provavelmente a Terra está passando por mais um de seus ajustes naturais. Talvez nada do que estamos fazendo para “salvar” o planeta vai ter algum efeito e a humanidade some ou se reconfigura. Será que haverá alguém para contar a história? E haverá história a ser contada?

Enfim, seria muito mais objetivo se começássemos a campanha pela nossa salvação em função do que o planeta está fazendo por conta própria e também reagindo ao nosso emporcalhamento.

Sejamos honestos: vamos salvar a humanidade! Mas será que vale a pena?


Mano Jone

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